Quando o Rei Salomão sonhou com uma terra perdida além do Grande Mar do Poente, muitos acreditaram tratar-se apenas de um delírio enviado por Adonai. Em seu sonho erguia-se um mundo impossível: uma floresta sem fim, rios tão vastos quanto mares e montanhas de ouro em forma de pirâmides, brilhando sob o sol com intensidade capaz de cegar os homens. Convencido de que aquela visão era um chamado divino, Salomão buscou auxílio junto de seu aliado mais poderoso, Hiram I, rei da rica cidade de Tiro. Hiram ordenou então o corte de cedros do Líbano, e com sua madeira foram construídas sete galeras destinadas à mais fantástica viagem já empreendida pelos homens do mundo antigo.
Sob o comando do experiente navegador Azir-Baal e seu imediato Aníbal, sete embarcações partiram de Tiro rumo ao desconhecido, atravessando mares jamais descritos pelos escribas.
Depois de atravessarem as lendárias Colunas de Melqart, o deus protetor de Tiro, os navegadores penetraram no temido Mar do Fim do Mundo. Tempestades monstruosas, calmarias sufocantes e criaturas marinhas colossais testaram os limites da expedição.
Após cinco luas completas navegando rumo ao ocidente, os fenícios alcançaram a foz de um rio tão imenso que parecia um mar de água doce.
Mas nada prepararia os navegantes para a descoberta final. Em meio às montanhas ocultas pela selva, refletindo o sol como fogo divino, erguiam-se as inacreditáveis pirâmides de ouro vistas por Salomão em sonho.
| Número de páginas | 120 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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