Quanto vale o trabalho de quem sustenta um país? Em torno do salário mínimo, o Brasil construiu promessas de proteção, integração social e cidadania — mas também mecanismos de controle, exclusão e contenção da luta dos trabalhadores.
O mínimo em disputa percorre a formação da sociedade salarial brasileira desde a década de 1930, examinando as contradições do trabalhismo, do corporativismo estatal e do chamado “mito da outorga”. A legislação social ampliou direitos e incorporou parte da classe trabalhadora ao universo da cidadania regulada, enquanto manteve milhões de pessoas à margem da proteção e subordinou a organização sindical aos limites definidos pelo Estado. Ainda assim, os trabalhadores se apropriaram da linguagem dos direitos e transformaram promessas legais em instrumentos de reivindicação, resistência e confronto.
Da repressão ao movimento operário à retomada das lutas sindicais, do desmonte neoliberal às marchas pela valorização do salário mínimo no início do século XXI, Mariana de Freitas Barros Souza demonstra que a política salarial jamais foi uma simples questão técnica. Ela expressa disputas entre capital, trabalho e Estado sobre a distribuição da riqueza e os limites da cidadania.
Mais que a história de um valor monetário, este livro apresenta o salário mínimo como campo de luta: um piso para a sobrevivência, uma medida das desigualdades brasileiras e uma promessa de dignidade que permanece em disputa.
| ISBN | 978-65-266-7807-7 |
| Número de páginas | 135 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Estucado Mate 150g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.