E se a depressão não fosse apenas um estado emocional, mas um território hostil — com monstros, regras próprias e nenhuma saída sinalizada?
Em 90 Dias de Escuridão, Fábio Fuga conduz o leitor por uma travessia brutal e poética pelos corredores da depressão maior. Não como um guia de autoajuda, mas como um diário de guerra, escrito enquanto as batalhas ainda estão acontecendo.
Cada capítulo representa um dia dentro da caverna: alucinações que falam, memórias que sangram, decisões simples que se tornam impossíveis e uma voz interna — personificada na inquietante Baba Yaga — que transforma pensamentos em armadilhas. Entre supermercados que viram arenas de pânico, espelhos que devolvem estranhos e encontros humanos que funcionam como pequenos faróis, o autor revela o que poucos ousam descrever: como é existir quando a vida continua, mas você não.
Com uma linguagem sensorial, imagética e por vezes desconfortável, o livro mistura neurociência, metáfora, humor ácido e lirismo sombrio para mostrar que a dor não é fraqueza moral — é sabotagem química, emocional e existencial.
90 Dias de Escuridão não promete cura, nem finais felizes artificiais. Ele oferece algo mais raro: reconhecimento. Um espelho honesto para quem já se sentiu invisível, quebrado ou em silêncio absoluto — e uma prova de que, mesmo no escuro mais profundo, algo ainda observa, sente e resiste.
| Número de páginas | 77 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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