Hilário e Eva dialogam como quem improvisa, mas numa fuga deliberada, suscitam temas, ecoam silêncios, desafiam-se em jogos de pensamento e afeto. Em cada diálogo, as aproximações da verdade fazem-se como se uma terceira voz tentasse captar o que há de mais íntimo e mais enigmático na relação entre Hilário e Eva. Duas presenças que nem sempre se iluminam mutuamente. Às vezes nem se preocupam com isso e ficam, simplesmente, na sombra do que as palavras dizem e não dizem. A verdade, nesse enquadramento, parece ser o centro que atrai o leitor para o que nasce do atrito, da ternura, da perplexidade entre eles, mas que recua a cada passo para novos horizontes, novas dúvidas, sempre férteis e surpreendentes. Outras vezes, é uma voz que procura o leitor no escuro, não como uma doutrina, mas como um reflexo de si. O leitor como periferia viva de dois corpos em interação descobre-se como o espaço íntimo onde a filosofia respira, a dúvida tem rosto, e a aproximação entre as consciências se torna a forma mais humana de viver o essencial.
Os temas existenciais, tempo, memória, ética, sombra, desejo, perda, têm leveza poética e profundidade filosófica. Em fugazes acordes que se sustentam em duas vozes que, por vezes, se espelham e afinam entre si, este livro é uma partitura de amor às palavras, como vestígios do que realmente acontece, de pensamento vivido, para quem a verdade não se impõe, aproxima-se e aproxima, numa coreografia de corpos que se escutam e se amam.
| Número de páginas | 107 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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