Esta obra não é apenas ficção. É um diagnóstico visceral. No centro, José Carlos, o Distreinado: mineiro arrancado da infância pelo fogo, operário analfabeto moldado pela fábrica e pelo silêncio do morro. Sua trajetória, de Tarumirim às vielas do Juramento, espelha um país que educa com promessas vazias e pune com balas.
O assassinato brutal de Anderson, irmão de cinco anos, por um policial impune, escancara a violência institucionalizada: um Estado que protege elites e criminaliza a periferia. Distreinado não nasce criminoso; é forjado pela exclusão. Quando a lei abandona os seus, ele assume o direito de julgar. Seu amor por Rosinha e a promessa de dignidade são sufocados pelo ódio estatal.
Diante do fracasso da utopia nacional e da falsa cordialidade que mascara a barbárie, ele se torna o justiceiro implacável: frio, estratégico, guiado por um código próprio. Do MOBRAL ao calibre .38, da fuga ao Nordeste ao retorno vingativo, sua jornada ecoa uma pergunta incômoda: “O que faríamos no lugar dele?” Cada tiro é resposta a um sistema falho. Cada passo, uma denúncia. Sua história não pede absolvição, mas um espelho para o Brasil real. Mais que um romance, é o grito de quem teve tudo roubado e, na ausência de justiça, decidiu cobrar a conta.
| Número de páginas | 194 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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