O Brasil é um país de contrastes geográficos, econômicos e, acima de tudo, legislativos. As leis que nascem nos gabinetes acarpetados de Brasília, frequentemente desenhadas sob o eco e a ótica dos problemas das grandes metrópoles litorâneas, costumam ignorar a realidade fática do Brasil profundo. É no interior, nas fronteiras agrícolas e nas matas ciliares que a teoria jurídica esbarra na crueza da natureza e da sobrevivência. E é exatamente nessa intersecção crítica que este livro se posiciona, preenchendo uma lacuna há muito negligenciada no debate público nacional.
Quando o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10826/2003) foi promulgado, a narrativa oficial vendia a ilusão de que o desarmamento civil generalizado seria a panaceia para a violência urbana. Paralelamente, a histórica proibição da caça de animais nativos, herdada da década de 1960, consolidou na mentalidade do cidadão comum a ideia de que qualquer controle de fauna armado seria um atentado contra a preservação. No entanto, a biologia não obedece a decretos políticos. A introdução e a subsequente explosão populacional do javali (Sus scrofa) rasgaram o roteiro utópico dos burocratas urbanos e colocaram o país diante de um desafio ecológico e econômico sem precedentes.
Esta obra não se esquiva do debate; ao contrário, enfrenta-o com a coragem técnica e o rigor conceitual que o tema exige.
| ISBN | 9786502189436 |
| Número de páginas | 147 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Portugués |
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