Meus amigos assassinados, os adolescentes que não envelheceram, A subjetividade capturada (Dependência química e o entorpecimento da dor), O limbo do subemprego (A marginalidade como condenação) Justiça só no céu (A teologia da resistência e o abandono estatal), O sobrevivente como arquivo vivo, Eles partiram antes que o sol da maturidade pudesse tocar suas peles Somos os detritos de um projeto que nos queria invisíveis.
Sobreviver é o ato mais radical de desobediência,
carregar o peso do nome de cada um que tombou,
e fazer de cada verso uma lápide,
de cada estrofe uma denúncia,
e de cada memória um grito contra o silenciamento, É guerra todo dia, irmão, sob a tutela da exclusão e da solidão,
onde ser jovem é o primeiro crime punido com o fim da raiz.
As madrugadas não trazem paz trazem o fantasma dos que se foram,
caminhando entre o entulho e o vazio de um futuro que nunca existiu.
A necropolítica é a engrenagem que os ossos de todos moeram,
o Estado é o carrasco que com as mãos sujas de sangue nos serviu.
Que céu é esse que guarda o que a terra rejeitou com desdém?
Justiça só lá em cima, pois aqui embaixo a balança pendeu,
para o lado de quem tem a voz que ignora o gemido de quem,
foi ceifado na flor da juventude antes que o sol sequer estremeceu.
Cada amigo que jaz no cemitério é um livro não escrito
uma tese de dor que a sociologia ainda tenta traduzir com o pudor.
Mas o meu verso é o grito bruto o sangue no asfalto escrito,
a denúncia visceral de quem presenciol
| Número de páginas | 12 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.