Este livro nasceu do desejo de colocar em colisão duas forças que parecem excludentes: a precisão cirúrgica, quase mística, do Velho Mundo europeu e a opulência indomável, banhada a sol, do Vale Central americano.
Ao colocar John Ford e Jean-Luc Moreau sob o mesmo céu incandescente, eu não quis apenas narrar uma disputa técnica sobre o ponto exato de maturação de uma fruta.
Busquei o exato momento em que as nossas defesas intelectuais — as armaduras que construímos com títulos, manuais e orgulho — desmoronam diante da verdade crua do trabalho e da terra.
Os livros, antes de ganharem as páginas brancas e a tinta da impressão, nascem nos sapatos. Eles exigem que o escritor gaste o sol, caminhe pela poeira e aprenda a silenciar o próprio repertório para ouvir o que a paisagem tem a dizer.
O Abraço de Ferro não teria sido possível se eu não tivesse cruzado o continente e colocado os meus próprios pés sobre o solo arenoso e claro de Lodi, na Califórnia.
Que o leitor sinta o corte frio da brisa do Delta nas madrugadas de colheita e compreenda que, às vezes, a única forma de salvar o futuro é abraçar a força bruta do passado.
| Número de páginas | 78 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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