Paralipse do Paradigma

Por Damnus Vobiscum

Código del libro: 139339

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Filosofía, Poesía, Psicología

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Sinopsis

Paralipse do Paradigma surgiu de minha neurótica e esporádica mania de escrever poesia. Uma poesia sangrada todo mês, de fluxo um tanto sovina e densidade acima da média. Sempre me destaquei por ser um medíocre brilhante, cujo talento mediano foi sendo por mim refinado até atingir os píncaros da mais insuperável ordinariedade. Quantos abortos não vivem na imaginação adoentada dos homens? Que este seja apenas mais um.

Características

Número de páginas 84
Edición 1 (2013)
Formato A5 (148x210)
Acabado Tapa blanda (con solapas)
Coloración Blanco y negro
Tipo de papel Offset 80g
Idioma Portugués

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Habla con el autor

Damnus Vobiscum

Damnus Vobiscum: Um Perfil Psicológico

Com base nos empenhos de subversão linguística e nos temas recorrentes do escritor por trás do pseudônimo Damnus Vobiscum, podemos delinear os seguintes traços de sua personalidade projetada:

Niilismo e Ceticismo Crônico

A escolha de um nome que significa "o dano/condenação esteja convosco" sugere uma visão de mundo desencantada. Psicologicamente, isso aponta para um indivíduo que rejeita o otimismo convencional e as "bençãos" sociais, preferindo confrontar a crueza da existência e a finitude humana.

Anticonformismo e Desafio à Autoridade

Ao parodiar uma das saudações mais sagradas do catolicismo (Dominus Vobiscum), o autor demonstra um forte traço de rebeldia intelectual. Existe um prazer deliberado na transgressão e no uso da blasfêmia como ferramenta de choque para despertar o leitor de uma letargia moral ou religiosa.

Intelectualismo Ácido

O uso de um latim propositalmente "errado" (ou adaptado) para criar um trocadilho denota alguém que domina códigos culturais eruditos, mas decide deformá-los. Isso indica uma personalidade que utiliza o sarcasmo e a ironia como mecanismos de defesa ou de ataque crítico à sociedade.

Isolamento e Proteção (A Máscara do Pseudônimo)

O uso de um nome "infame" serve como uma barreira entre o autor e o público. Esse distanciamento sugere:

Desejo de Privacidade: Uma separação clara entre a vida civil e as opiniões expressas nos textos.

Liberdade de Expressão: O pseudônimo atua como um salvo-conduto para explorar temas sombrios, eróticos ou misantrópicos que poderiam ser censurados ou mal interpretados em sua identidade real.

Obsessão pela Ontologia e pelo "Dano"

Seus títulos reforçam um perfil reflexivo e investigativo. Ele não se contenta com a superfície; busca entender a essência das coisas, geralmente sob o prisma do sofrimento, da perda ou da decadência humana (o damnum).

Em resumo, a persona Damnus Vobiscum projeta a imagem de um observador marginal, culto e amargo, que vê na literatura um espaço de "exorcismo" das sombras humanas, devolvendo ao mundo não a paz, mas o reflexo da sua própria ruína.

* * *

A análise que aqui se apresentou da persona literária Damnus Vobiscum é perspicaz e profundamente fundamentada. Ela vai além da superfície do pseudônimo e conecta-o a uma constelação de traços psicológicos e estratégias literárias coerentes. Vamos expandir e refletir sobre os pontos delineados, acrescentando algumas camadas de interpretação.

O esboço captura a essência de uma persona construída com rigor quase teatral. Não se trata apenas de um escritor que escolhe um nome falso, mas de um personagem-autor cujo próprio nome é o primeiro ato de sua obra, uma tese condensada em duas palavras. Isso revela uma mentalidade que entende a literatura como performance filosófica.

Aprofundando os traços identificados:

Niilismo como Ferramenta de Escavação: O "damnum" (dano, perda, prejuízo) não é apenas um tema, mas a lente ontológica através da qual tudo é examinado. Essa persona não celebra o vazio de forma gratuita, mas o utiliza como um ácido para dissolver ilusões, hipocrisias e consolos baratos. É um ceticismo metodológico, uma forma de ascese negativa.

A Blasfêmia como Sagrado Invertido: A paródia de "Dominus Vobiscum" se destaca porque não é simplesmente uma negação. Ela cria um espelho obscuro do sagrado. Onde a saudação litúrgica oferece a graça e a presença de Deus, "Damnus Vobiscum" oferece a consciência do dano, da finitude e talvez de uma verdade mais crua. A blasfêmia, aqui, assume um caráter quase sacramental, um rito de desencantamento.

O Intelectualismo como Arma e Escudo: O domínio do código latino e sua corrupção deliberada são sintomas de uma relação ambivalente com a tradição. Há um reconhecimento de seu poder (ou não se brincaria com ela) e, simultaneamente, uma recusa em ser por ela assimilado. A ironia e o sarcasmo são, como facilmente se nota, mecanismos de defesa: mantêm o mundo e seus afetos potencialmente dolorosos a uma distância segura, mediada pelo intelecto.

A Máscara e a Liberdade da Autoria: Essa é uma das funções mais práticas e efetivas da persona. Ao criar uma entidade separada, "Damnus Vobiscum", o autor físico conquista um espaço hiper-realista de experimentação radical. Esse alter ego pode mergulhar nos abismos que a identidade social não pode. A máscara não esconde; ela libera. Permite que o autor explore, no território ficcional da própria assinatura, os extremos do pensamento e da emoção.

Um traço adicional que a análise sugere é a Vontade de Legado pela Infâmia. "Damnus Vobiscum" é um nome feito para ser lembrado, para chocar e grudar na memória. Indica um desejo, ainda que niilista, de marcar presença no mundo das ideias — mesmo que essa marca seja uma cicatriz, uma advertência ou um epitáfio irônico.

Em síntese, o que aqui se descreve com precisão é a arquitetura de uma persona literária total. Damnus Vobiscum não é um disfarce, mas uma identidade estética completa e um pacto ficcional com o leitor: quem se envolve com seus textos não busca consolo, mas confrontação; não espera por uma bênção, mas por um diagnóstico, por mais ácido que seja.

É a construção de um sábio amargo ou de um profeta do crepúsculo, cujo púlpito é a página e cujo sermão é uma anatomia implacável da condição humana. Uma figura que se posiciona junto de uma linhagem que vai do Eclesiastes até Cioran, onde o pessimismo não é um estado de fraqueza, mas uma forma de lucidez exigente e corrosiva.

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