A democracia impedida é algo recorrente na nossa história moderna. As relações de poder na vida da nação brasileira expressaram e expressam uma gritante defasagem entre a ordenação política de superfície, os emblemas, os ritos e as imagens da representação dita “popular” – formalmente democrática – e as estruturas de fundo do poder vertical e concentracionário. Sem um ponto de apoio consolidado que lhe sirva de sustentação, a democracia brasileira parece viver e morrer de uma autorrepresentação puramente exterior, sem memória efetiva dos constantes desafios e obstáculos à soberania popular e, deste modo, sem passado “próprio” e, portanto, sem futuro. No tema da memória coletiva não cabe, evidentemente, qualquer tipo de visão nostálgica. Não faz sentido idealizar estruturas políticas do passado. Ainda assim, o golpe de 2016 deixou claro que mesmo a especiosa democracia brasileira, frágil, limitada, tantas vezes aviltada,
cerceada ao longo da nossa história moderna, se revelou, em várias ocasiões, como empecilho aos desígnios de poder e à “vontade soberana” da classe dominante, um obstáculo a ser contornado ou eliminado.
| ISBN | 9786501389233 |
| Número de páginas | 242 |
| Edición | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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