Quem decide onde uma árvore deve crescer também decide quem terá sombra, conforto e proteção contra a água da chuva. A arborização urbana não é decoração aplicada depois das obras. Ela constitui uma infraestrutura pública, com efeitos sobre saúde, mobilidade, segurança e justiça territorial.
Cidades que respiram defende que o paisagismo urbano precisa abandonar a lógica ornamental e assumir uma função ecológica. Árvores, canteiros, parques e corredores verdes formam sistemas conectados, capazes de reduzir impactos ambientais e qualificar a experiência cotidiana. O livro mostra que plantar não basta: é preciso planejar, escolher, cuidar e avaliar.
A análise começa pelo funcionamento das árvores no ambiente construído. São examinadas a sombra, a evapotranspiração, a infiltração da água, a proteção do solo e a captura de partículas. Também se discutem raízes, calçadas, fiação, redes subterrâneas e conflitos frequentes entre crescimento vegetal e infraestrutura urbana.
O livro relaciona paisagismo, ecologia, arquitetura, engenharia, saúde pública e administração municipal. Essa abordagem evita soluções isoladas, como substituir planejamento por campanhas de plantio ou criar parques sem orçamento permanente. Cada decisão é examinada segundo seus efeitos ambientais, sociais, espaciais e econômicos.
| Número de páginas | 28 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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