Leitor, querido.
Se você veio até aqui esperando um manual cor-de-rosa sobre como a vida é bela, um conselho de amiga: aperte os cintos ou devolva o livro para a estante. O universo possui um senso de humor peculiar — e a sua piada favorita é nos testar exatamente quando achamos que temos o controle absoluto de tudo.
A minha história começou onde a maioria das pessoas decreta a falência da própria alma: no silêncio devastador de uma tela estática. Em um piscar de olhos, sem aviso, sem direito a protesto, anos de trabalho, palcos, suor, audiência e construção.. sumiram. Anulados. O chão foi arrancado e o ar faltou. Se você já sentiu o gosto amargo do fundo do poço, sabe que a vontade imediata é montar um acampamento no luto e culpar o destino.
Mas a dor é uma professora terrivelmente honesta. No isolamento do casulo, encarando o espelho sem o glamour dos refletores, fui forçada a lavar as emoções mais densas, curar a ferida reprimida e entender uma verdade indigesta: você não pode impedir a tempestade, mas pode decidir parar de ser a vítima dela.
E é aí que a magia acontece. Quando a poeira baixa e a alma se limpa, o peso se esvai. A leveza do recomeço não é sorte; é cálculo. Percorrer mais de 75 mil quilômetros, atravessar fronteiras físicas e emocionais até os palcos de Londres não foi uma fuga, foi a consolidação de um império interno. A metamorfose doeu, mas a vitória de se posicionar como dona da própria trajetória é inegociável.
Viewvianne
| ISBN | 9786502339602 |
| Número de páginas | 318 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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