O que acontece quando o berço não é refúgio, mas o primeiro campo de batalha?
Em Memórias do Porão, a autora abre os arquivos mais profundos de sua trajetória para realizar uma cirúrgica e corajosa autópsia do abuso narcisista materno.
Sequência de Eu e Narciso na Casa dos Espelhos Tortos, esta obra transpõe os relatos de dor e assume a postura de um diagnóstico soberano. Através da lente dos mitos gregos e dos arquétipos humanos, a autora nomeia e desmantela a engrenagem de uma "seita doméstica" governada por uma matriarca tirana, onde o privilégio do Filho de Ouro é financiado pelo sacrifício e pela difamação do Bode Expiatório.
Com a precisão de um bisturi analítico e a altivez de quem encarou a própria noite escura, a narrativa desconstruirá dogmas sagrados — como o mito de que "mãe é mãe" —, denunciando a revitimização sofrida por quem busca acolhimento e encontra a invalidação de uma sociedade cega para a violência encoberta.
Mais do que uma memória autobiográfica, este livro é um manual de auto alforria. Do pavor de dirigir e da paralisia emocional ao domínio da própria voz, da maternidade consciente e da autonomia profissional, Memórias do Porão prova que o trauma não tem a palavra final.
Um relato humano, filosófico e de utilidade pública, dedicado a todos aqueles que decidiram tomar a lanterna da razão, atravessar o túnel e assumir, de vez, o volante da própria história.
| Número de páginas | 146 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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