E se você pudesse tocar a dor de qualquer pessoa e esse fosse o maior perigo da sua vida?
Clara tem trinta e oito anos, uma vida em ordem e vinte e quatro anos de silêncio com o pai. Numa noite comum, o telefone fixo da casa dele aparece na tela do celular, e o silêncio acaba. No portão do cemitério, ela recebe uma caixa de sapatos amarrada com barbante. Leva para casa e a guarda fechada no alto do armário.
Então o mundo começa a falhar ao redor dela. Uma desconhecida para de falar no meio da frase quando Clara passa. Uma mulher em pânico se agarra a ela como se ela fosse o chão. Uma voz sem rosto a proíbe de atravessar. E, numa casa de repouso fora da cidade, um homem que diz não ser exatamente quem parece lhe ensina a lição mais difícil de todas: nem toda dor deve ser tocada.
Mas Clara vai errar. Vai dizer a frase certa para a pessoa errada. Vai calar quando deveria falar. E vai descobrir que o lugar onde é mais perigoso não interferir não é a dor dos estranhos. É a cozinha da própria mãe.
O que há dentro da caixa? E o que acontece quando alguém que aprendeu a não tocar em ninguém precisa, enfim, tocar a própria ferida?
Um romance sobre o limite entre ajudar e invadir, sobre os silêncios que protegem e os que adoecem, e sobre a coragem de entregar aquilo que nunca foi seu para guardar.
| ISBN | 9786502437988 |
| Número de páginas | 253 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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