Ana Cris convida o leitor a despir se do automatismo que rege a existência cotidiana para redescobrir o território da própria consciência. O que começa como um espanto solitário diante de um pires transforma se em um mapa detalhado da mente humana, onde medos, memórias e emoções deixam de ser forças incontroláveis para se tornarem personagens observáveis em um palco interior. A obra explora a transição entre o modo reativo de viver e a liberdade de habitar o hiato precioso que existe entre o estímulo e a ação.
Através de uma narrativa densa e contemplativa, a autora revela como a atenção plena reorganiza a percepção, permitindo que o leitor reconheça os padrões repetitivos que limitam o futuro. Longe de oferecer lições técnicas superficiais, este relato organiza a experiência humana como um horizonte infinito de descobertas. A leitura desvela que a maior aventura não se encontra em expedições geográficas, mas na coragem de manter a lanterna acesa nos corredores de si mesmo. É um guia para quem busca transformar a desordem dos dias em uma vida vivida com a inteireza de quem finalmente aprendeu a enxergar o que pulsa por dentro.
Capítulo Um
O Silêncio Antes das Palavras
A criança senta na beira do quintal enquanto o sol se esconde atrás das árvores. Há um peso específico em seu peito, uma pressão que não se parece com a fome nem com o cansaço das pernas depois da corrida. É uma densidade que sobe pela garganta e trava a respiração, obrigando-a a abrir a boca apenas o suficien
| Número de páginas | 143 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabado | Tapa blanda (sin solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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