Presença nasce de uma experiência. A firme perseverança de um ausente, em meio a tantas aparições que se dão nos encontros, é sintoma suficientemente evidente de que algo, ainda que desconhecido, se faz presente.
O que falta não é, de modo óbvio, simplesmente o que não está. Nos encontros, há presenças que se mostram como ausência. E o caso contrário também se dá: há ausências que, tão vívidas e perseverantes, se tornam presença constante dentro de nós. O que não se deixa encontrar pode, justamente por isto, ser aquilo que mais profundamente se dá. A ausência, quando persevera, deixa de ser mero vazio e passa a ser vestígio.
Presença se constitui aí. Seus poemas acompanham diferentes modos pelos quais a presença se comunica: no encontro e no desencontro, na memória e no esquecimento, no que se anuncia e no que silencia, no que se revela e no que permanece oculto. Não procuram apreender ou definir o que se dá, mas se deixam transformar por aquilo que, embora não se deixe encontrar, continuamente nos encontra.
| ISBN | 978-65-266-8778-9 |
| Número de páginas | 210 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.