Nas últimas décadas, a legislação brasileira passou por profundas transformações, culminando na Reforma Trabalhista de 2017 e na subsequente Lei da Liberdade Econômica. A tese central que orientou essas reformas foi a de que a flexibilização das amarras contratuais e a prevalência do "acordado sobre o legislado" reduziriam o chamado "Custo Brasil", estimulando a contratação e modernizando as relações de trabalho em um mundo dinâmico. Contudo, ao conferir maior autonomia para a distribuição das horas ao longo da semana, o arcabouço jurídico acabou por sedimentar a escala 6x1 em setores de baixa produtividade sistêmica e alta intensidade de mão de obra. O modelo tornou-se um mecanismo de compensação: diante de gargalos estruturais na economia, as empresas utilizam a extensão máxima dos dias trabalhados para garantir a cobertura operacional contínua e mitigar margens de lucro estreitas.
| Número de páginas | 85 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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