O termo mal-estar é bem reconhecido no período da modernidade, pois podemos afirmar que o homem moderno é aquele que passa a conhecer a angústia de um modo que nunca antes a humanidade havia experienciado. Não que as emoções não estivessem presentes em outros períodos históricos e em outras civilizações, sempre houve a ira e a melancolia. Entretanto, é na modernidade que podemos contextualizar o surgimento da angústia como um mal-estar sem referência, diante da invenção de uma subjetividade idealista e imanentista, a qual, por ser criada, não é assimilada como natural. Por ser antinatural, tal subjetividade é assimilada e acreditada como existente, mas vazia, deslocada, sem referência clara, pois a própria ontologia humana perde seus referenciais milenares e acaba por autorreferenciar-se no corpo, no indivíduo, sendo incorporada uma interioridade habitada por um sujeito. Não se trata de um ente metafísico propriamente dito, mas muito mais uma experiência privada que cada indivíduo passa a acreditar e autorreferenciar-se a partir de suas relações com os outros indivíduos.
Aqui iremos explanar de forma direta o que é a crise desta experiência como o mal-estar tipicamente moderno, e quais as relações do conhecimento psicológico com estas transformações.
| ISBN | 9786501910147 |
| Número de páginas | 80 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Colorido |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
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