Partindo das encostas íngremes da Ilha da Madeira e atravessando o Atlântico em um tempo de incertezas e guerras iminentes, a família Arenque chega ao Brasil no início do século XX trazendo pouco mais que coragem, fé e disposição para recomeçar. O que temos aqui é uma narrativa de travessias — geográficas, emocionais e históricas — que se entrelaça com a formação do interior paulista e com o surgimento de um lugar que aprenderia a existir junto com eles: Borboleta.
Entre lavouras de café, trilhos de trem, carros de boi e sonhos plantados em terra vermelha, o livro acompanha a trajetória de Antoninho Arenque e de seus irmãos, personagens centrais de uma saga familiar marcada pelo trabalho árduo, pela liderança silenciosa e pela construção coletiva. Ao longo das décadas, acompanhamos o nascimento de vilas, a edificação de capelas, a abertura de estradas, o avanço da modernização e as inevitáveis perdas que moldam a memória de uma família e de uma comunidade inteira.
Mais do que uma história de imigração, esta obra é um retrato sensível da formação social e econômica do Noroeste Paulista, revelando como homens e mulheres comuns se tornaram agentes de transformação. Fé, pertencimento, luto, perseverança e legado atravessam cada capítulo, costurando o íntimo ao histórico, o familiar ao coletivo.
Com linguagem poética e rigor narrativo, o livro preserva a memória daqueles que vieram antes e deixaram marcas que ultrapassam registros civis e propriedades. É uma homenagem às raízes, à
| Número de páginas | 114 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
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