Nas últimas décadas, a mobilidade internacional de cidadãos moçambicanos tem conhecido um crescimento significativo, impulsionado por fatores econômicos, educacionais, políticos e sociais. A busca por melhores oportunidades de emprego, acesso à educação superior e melhores condições de vida tem levado muitos moçambicanos a estabelecerem-se em diversos países com destaque para Portugal, devido aos laços históricos, culturais e linguísticos que unem os dois países. Neste contexto, a presença de uma comunidade moçambicana cada vez mais expressiva em território português coloca novos desafios ao Estado moçambicano, particularmente no que diz respeito à proteção e assistência consular aos seus cidadãos no exterior.
A assistência consular constitui um dos pilares fundamentais da atuação dos Estados no sistema internacional contemporâneo, sendo um instrumento essencial para a salvaguarda dos direitos e interesses dos seus nacionais fora do território nacional. Esta função ganha especial relevância num cenário global marcado por intensos fluxos migratórios, onde os cidadãos, muitas vezes, se encontram em situações de vulnerabilidade jurídica, econômica e social. A proteção consular abrange um conjunto diversificado de serviços, que vão desde a emissão de documentos de identificação e viagem até ao apoio em situações de emergência, como detenções, deportações, doenças graves e falecimentos.
No caso de Moçambique, apesar dos esforços empreendidos pelo governo para garantir a prestação
| Número de páginas | 87 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa dura |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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