Quarta Obra de Alexandre Souza Mendes, Décadas se passaram. O século mudou. As cidades mudaram. As pessoas mudaram. O mundo que Inês conhecera desapareceu pouco a pouco, substituído por uma realidade que, para alguém nascida no século XIX, seria quase irreconhecível.
Mas Inês continuou.
Não como a aristocrata que um dia caminhara pelos salões de sua família, nem como a filha que permanecera ao lado do pai durante seu luto. Agora, sua existência assumia outra forma. Ela observaria os vivos de uma perspectiva que eles não poderiam compreender completamente.
E encontraria pessoas.
Pessoas feridas por perdas.
Pessoas presas a lembranças.
Pessoas incapazes de perdoar.
Pessoas que tinham medo de continuar.
Pessoas que, por diferentes razões, haviam chegado a um ponto em que já não sabiam qual caminho escolher.
Inês não poderia devolver o passado a nenhuma delas.
Não poderia apagar uma morte, desfazer uma escolha ou reconstruir aquilo que o tempo havia destruído.
Mas poderia estar presente.
Poderia escutar.
Poderia mostrar uma possibilidade que ainda não havia sido percebida.
Poderia, quando necessário, oferecer aquilo que talvez tivesse faltado a ela em alguns momentos de sua própria vida: compreensão.
Cada encontro seria diferente.
Cada pessoa carregaria uma história que não pertencia a Inês, e cada caminho teria seu próprio destino. Ela não estaria ali para viver por aqueles que encontrasse, mas para ajudá-los a recuperar a força necessária para continuar vivendo.
| Número de páginas | 256 |
| Edición | 4 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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