O destino final de toda vaidade cartográfica é tornar-se um endereço. Hoje, quem atravessa a ponte-túnel da Baía de Chesapeake ou navega pelos canais de Maryland raramente sente o peso dos fantasmas que discutimos.
Os nomes que outrora foram gritos de guerra, bajulações políticas ou orações desesperadas, resfriaram-se. Perderam o calor do corpo de quem os proferiu pela primeira vez.
O mapa, no fim, é o túmulo da experiência. Ele organiza o caos da exploração em linhas limpas e letras elegantes, escondendo o lodo, o escorbuto e a sede sob uma camada de estética geométrica.
| Número de páginas | 28 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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