O Homem que Morreu com a Internet acompanha Vicente Avelar entre 1994 e 2075, do primeiro espanto diante do modem à fragmentação da rede global que ajudou a construir. Menino curioso, aprende que encontrar informação não é o mesmo que compreendê-la. Adulto, torna-se engenheiro de sistemas distribuídos e participa do Projeto Farol, criado para preservar serviços essenciais quando a confiança entre redes começa a ruir. Décadas depois, falsificações, crises de autenticidade, incompatibilidades entre sistemas e isolamentos defensivos transformam a Internet única em milhares de redes menores. A ruptura atinge trabalho, saúde, educação, logística, memória, identidade e relações humanas. Vicente passa a vida tentando impedir que algo se perca, até compreender que permanência não significa guardar tudo para sempre, mas entregar algo compreensível a quem vem depois. No fim, Miguel torna essa descoberta concreta: consulta uma IA, consulta o caderno, experimenta, erra, corrige e acrescenta algo novo. A geração seguinte não recebe apenas arquivos; recebe capacidade de continuar. Sem condenar a tecnologia nem idealizar o passado, o romance pergunta quanto de nossa autonomia resiste quando o acesso falha. Sua resposta é humanista: uma civilização permanece viva quando conserva pessoas capazes de compreender, reconstruir, assumir responsabilidade e transmitir conhecimento. É uma história sobre memória, vínculo, escolha e a coragem de transmitir mais que dados: transmitir sentido.
| Número de páginas | 1020 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.