O Último Gaúcho é uma viagem ao coração do pampa e à alma de um homem que parecia ter saído de um tempo anterior ao tempo. Através dos olhos de um menino que, nas tardes de vento sul, se sentava à mesa de um rancho de parede caída para ouvir histórias, o leitor é conduzido ao encontro do velho Santos — uma figura enigmática de melenas brancas, pés descalços e uma lança pendurada na parede, que ele só levantara pela liberdade.
Entre um costilhar de ovelha assado no fogo de chão e o mate amargo que corria de mão em mão, o velho gaúcho desfia as suas memórias: as patriadas em que estivera, as cicatrizes que a guerra lhe deixara no corpo, a arte silenciosa de domar potros com a paciência de quem sabe que a mansidão não se impõe, mas se convida. Mas a sua solidão não é absoluta — a mulita Aurora e o lagarto Luzeiro, seus únicos parceiros, vêm comer da sua mão e partilhar o silêncio das tardes de chuva, num gesto de confiança que transcende as fronteiras entre o homem e o bicho.
Mais do que a crónica de uma vida, O Último Gaúcho é um testemunho de um mundo que se despede — o mundo dos campos sem alambrados, dos homens de palavra empenhada, dos códigos de honra que não se negociavam. É um livro sobre a memória, a saudade e a coragem de ser fiel a si mesmo até ao último suspiro. E, sobretudo, é um convite a que cada leitor descubra, dentro de si, o gaúcho que ainda habita o seu peito — porque, como bem disse Paixão Cortes, o gaúcho não é um ser, é um querer ser.
| Número de páginas | 46 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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