QUEM É MULHER NO AṢẸ́?

Epistemologia do Feminino, Matritraviarcado e Ontologias Afro-Diaspóricas de Gênero

Por Fernanda de Moraes

Código del libro: 954968

Categorías

Religioso y Ritualístico, Filosofía / Religión, Estudio De Los Géneros, Espiritualidad, Epistemología, Desarrollo Humano, Ciencias Sociales, Ciencias de la Religión

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Sinopsis

QUEM É MULHER NO AṢẸ́? Epistemologias do Feminino, Matritraviarcado e Ontologias Afro-Diaspóricas de Gênero propõe uma reflexão profunda sobre gênero, ancestralidade e espiritualidade a partir das cosmologias afro-diaspóricas. Partindo do universo das religiões de matriz africana, a obra investiga como o Aṣé — princípio vital que sustenta a existência — constitui também uma chave interpretativa para compreender outras formas de pensar o feminino, para além das categorias coloniais que historicamente tentaram limitar ou excluir determinadas experiências de gênero.

Em diálogo com autoras do feminismo negro, do transfeminismo e dos estudos decoloniais, o livro analisa as trajetórias de mulheres transexuais e travestis negras nos espaços de Aṣé, destacando seus papéis como produtoras de conhecimento, guardiãs de memória e protagonistas de processos de resistência cultural e espiritual. A partir do conceito de matritraviarcado, a obra evidencia como essas mulheres constroem redes de cuidado, liderança e continuidade ancestral dentro e fora dos terreiros.

Articulando filosofia, história, antropologia e espiritualidade, o livro demonstra que as experiências dessas mulheridades não são marginais às tradições afro-diaspóricas, mas parte constitutiva de suas ontologias. Assim, a obra convida o leitor a repensar as noções de gênero, corpo e ancestralidade a partir de perspectivas que emergem das encruzilhadas do Aṣé.

Características

Número de páginas 210
Edición 1 (2026)
Formato A5 (148x210)
Acabado Tapa blanda (con solapas)
Coloración Blanco y negro
Tipo de papel Offset 80g
Idioma Portugués

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Fernanda de Moraes

Fernanda de Moraes ou Iyá Fernanda ty Ọyá/Ṣángọ̀ é uma mulher transexual, negra, transfeminista, Iyálọríṣá de Candomblé da Nação Ketu, com formação acadêmica em Serviço Social pela UNESP de Franca-SP e Pós-Graduada em Direitos Humanos, Gênero e Sexualidade pela UERJ.

Iniciada (Ìbẹ̀rẹ̀) em Manaus-AM, no Ilè Aṣé Ọpọ Mẹsan Ọrún, Templo de Candomblé Terreiro de Santa Bárbara - Aṣẹ́ Seringal Mirim, Ọmọbìnrin (filha) do Ilẹ̀ Aṣẹ́ Sesú Toyan, do Babálọríṣà Gilmar Pereira ty Iyèmọjá, neta de aṣẹ́ do Babálọríṣà Ribamar ty Ayrá, bisneta de aṣẹ́ do Babálọríṣà Lídio Mascarenhas ty Ọṣọgiyàn (in memorian), traz em sua ancestralidade afro-religiosa uma linhagem que remonta ao Ilè Aṣẹ́ Ọpọ Afonjá, afirmando o Candomblé como matriz civilizatória, epistemológica e ética. Investida no sacerdócio como Iyálọríṣá em 2010, Iyá Fernanda exerce o cuidado, a liderança e a palavra como fundamentos políticos do aṣẹ́, compreendendo o terreiro como espaço de aquilombamento e produção de futuro.

Sua formação acadêmica em Teologia, Serviço Social e Direitos Humanos dialoga diretamente com sua vivência enquanto mulher transexual negra em um país estruturado pela colonialidade, pelo racismo e pela transfobia. Ao migrar para São Paulo nos anos 1990, teve sua trajetória interrompida pela negação sistemática de direitos, pela ausência de políticas públicas e pela violência institucional contra travestis e mulheres transexuais. A prostituição compulsória, a perseguição policial e a experiência da morte cotidiana marcaram sua consciência crítica e consolidaram sua escolha pela militância organizada.

A partir dessa vivência, Iyá Fernanda constrói uma atuação política ancorada na coletividade, sendo protagonista na articulação de políticas públicas, na organização de eventos históricos e na consolidação do movimento social de mulheres transexuais e travestis no Brasil. Atuou na diretoria executiva da ANTRA entre 2016 e 2024 e esteve à frente de marcos como o SETRANS e o ENTLAIDS, reafirmando a centralidade da vida, da saúde e da dignidade de sua população.

Atualmente, está como Presidenta e Coordenadora Nacional da CONATT – Conexão Nacional de Mulheres Transexuais e Travestis de Axé – e Presidenta do Instituto APHRODITTE-SP, reafirmando o compromisso com os direitos humanos, civis e sociais, especialmente das mulheres transexuais e travestis, negras e de aṣé.

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