Aos nossos pais,
que construíram lares com tijolos de amor,
e nos ensinaram que vizinhança também é família.
Às calçadas da Rua Araguari e da Rua Timbiras,
que foram nosso chão, nossa escola, nosso mundo.
À infância que nos uniu —
e à amizade que nos eternizou.
Algumas coisas não se planejam. Elas simplesmente acontecem —
como a chuva fina que começa sem aviso, ou como uma gargalhada
que surge no meio do silêncio.
Foi assim que nasceu a Turma do Koko.
Não houve decreto, nem reunião solene.
Só houve aquele encontro constante, aquela presença repetida, aquela
vontade simples de estar juntos todos os dias, o tempo todo.
Primeiro eram dois, depois quatro, depois dez, depois mais — e, de
repente, já éramos muitos.
E éramos um só.
“Turma do Koko”, batizada de forma despretensiosa e divertida.
Tudo começou por causa de um vizinho na rua timbiras que tinha
uma grade tão baixinha na frente da casa que a gente adorava sentar
ali, feito galinha no poleiro. Aquela cena rendeu risadas e apelido —
e o apelido virou identidade. O apelido “Koko” apareceu como
surgem os melhores nomes: sem motivo claro, mas cheio de
significado.
Talvez tenha vindo de uma brincadeira, talvez de um jeito de falar,
talvez de um gesto bobo que virou lenda entre nós.
Não importa mais.
O que importa é que ele colou — como tatuagem no tempo.
E com ele, nasceu o que ninguém mais poderia tirar da gente: a
identidade.
2
| Número de páginas | 89 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.