Este livro nasceu de uma perplexidade. Em 2011, dois pensadores de envergadura — Olavo de Carvalho, do Brasil, e Alexander Dugin, da Rússia — travaram um debate público cujas implicações, à época, poucos compreenderam. A superfície era polémica: acusações cruzadas, tom incisivo, diagnósticos aparentemente incompatíveis sobre a natureza da crise mundial. Mas sob a superfície pulsava algo mais profundo — uma divergência sobre os princípios últimos que devem orientar a compreensão do mundo contemporâneo: o lugar da consciência individual na história, a natureza das civilizações, os limites do universalismo, a possibilidade de uma ordem justa. A perplexidade não residia na divergência — divergências entre pensadores sérios são tão velhas quanto a filosofia —, mas na sensação de que ambos estavam simultaneamente certos e errados, e de que as categorias de que ambos dispunham não bastavam para descrever o fenômeno que ambos percebiam.
Quinze anos separaram a perplexidade deste livro. Nesse intervalo, o mundo não esperou: Brexit, Trump, pandemia, guerra na Ucrânia, expansão dos BRICS, capitalismo de vigilância, inteligência artificial, ativismo judicial, colapso da confiança nas instituições. Cada um desses eventos confirmou, parcialmente, aspectos de ambos os diagnósticos — e revelou, simultaneamente, o que faltava a cada um. O debate de 2011 não envelheceu: amadureceu. E o que amadureceu não foi o texto, que permanece o mesmo, mas a realidade que ele tentava descrever.
| Número de páginas | 178 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.