Arlete De Amorim

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Sobre el autor

Nasci na Amazônia e aprendi cedo a escutar o que não se diz em voz alta: o sopro dos encantados, o rumor antigo das águas, o silêncio verde que antecede a palavra. Escrevo como quem atravessa uma floresta, abrindo clareiras entre mito e memória, entre literatura e ancestralidade.

Em Casa de Farinha em Macunaíma: Mata, Malinezas, Teogonia e Encantaria, debruço-me sobre Macunaíma, de Mário de Andrade, como leitora que participa de um rito e se deixa conduzir por ele. Busco o que pulsa por trás da rapsódia modernista: a tessitura invisível dos encantados amazônicos, a força ritual do muiraquitã, a presença viva da teogonia indígena que sustenta a narrativa.

Para mim, a literatura é casa de farinha: lugar de fogo e transformação, de vozes que se cruzam, de caos organizado e sagrado. Ali, a palavra é raiz que se raspa, se prensa e se transmuta até tornar-se alimento.

Escrever é o meu gesto de reverência aos povos da floresta e à sabedoria ancestral que me ensinou que tudo tem espírito, tudo tem memória, tudo canta, tudo vibra.
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