Esposende, 1969. Marta Nogueira, jovem professora de música vinda do Porto, chega a uma vila que não a espera. Não traz bandeiras nem discursos. Traz apenas uma pergunta — porque uns e não os outros? — e um coro de crianças para construir.
O que começa como uma ideia simples — ensinar música a rapazes e raparigas, juntos — transforma-se numa fenda por onde entra tudo o que a comunidade escondia de si mesma: a dor de um pai que perdeu a mulher e não sabe amar o filho, o silêncio de uma criança cujo irmão partiu para uma guerra que ninguém explica, a resistência de uma menina que perde o pai no mar e descobre que cantar é a única forma de o manter vivo.
Com o pano de fundo do Portugal dos anos 60 e 70 — a guerra colonial, a PIDE, a emigração clandestina, o mar que dava de comer e tirava vidas sem aviso — Jorge Guedes constrói uma história apaixonante sobre uma mulher que, no seu lugar pequeno, recusa a ordem das coisas. E essa recusa, que parece menor, é tudo. É o princípio de tudo.
Um romance sobre coragem, resistência, memória e a força transformadora da música. Sobre como as vozes, quando se juntam, podem curar feridas que as palavras não alcançam. E sobre como, mesmo na terra mais seca, há sempre uma semente à espera de água.
| Número de páginas | 226 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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