Quando o vento sul se estabiliza e o mar começa a "limpar", uma atmosfera de expectativa quase religiosa toma conta das praias catarinenses. A pesca artesanal da tainha não é uma atividade caótica ou aleatória; trata-se de um ritual profundamente coordenado, uma coreografia coletiva onde cada indivíduo desempenha um papel milimetricamente ensaiado pelo peso da tradição. Da precisão cirúrgica de um olhar no topo do morro ao esforço hercúleo de dezenas de braços fincados na areia, o "cerco" é o clímax de toda a temporada. Este capítulo desvenda a engenharia humana e social por trás do arrasto de praia e traça as fronteiras que separam esse saber tradicional da mecânica da pesca industrial.
| Número de páginas | 89 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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