O plantão atravessa a madrugada quando a tela anuncia risco elevado em um paciente ventilado, com noradrenalina em ajuste, lactato ainda sem nova coleta e evolução fragmentada entre sinais vitais, exames pendentes e decisões já iniciadas pela equipe. A promessa tecnológica chega com aparência de precisão, mas a pergunta real permanece à beira do leito: aquela saída altera uma conduta defensável, dentro de uma janela útil, com fonte rastreável, incerteza declarada e médico responsável pela decisão final? Este livro acompanha esse ponto de tensão entre algoritmo, paciente crítico e governança clínica, oferecendo um método para separar apoio cognitivo de interferência assistencial, validação séria de métrica sedutora, automação útil de risco institucional mal controlado. Na UTI, a inteligência artificial não é avaliada pelo brilho da demonstração; é avaliada pelo que suporta quando o dado falha, o tempo encurta e a responsabilidade precisa permanecer visível.
| Número de páginas | 55 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.