Há mais de uma décadas escuto pessoas. Escuto o que elas dizem e, com o tempo, aprendi a escutar também o que elas não conseguem dizer. Entre essas duas escutas mora uma parte enorme do sofrimento humano.
Este livro nasceu de uma constatação simples e ao mesmo tempo perturbadora: a maior parte dos meus pacientes não chega ao consultório queixando se de não saber conversar. Eles chegam queixando se de ansiedade, de insônia, de exaustão, de relações que não vão bem, de um vazio que não sabem nomear. E é só depois de algumas sessões, às vezes de alguns meses, que a mesma cena aparece repetida em contextos diferentes: uma conversa que precisava acontecer e não aconteceu, ou aconteceu mal, ou aconteceu tarde demais.
O filho que nunca disse ao pai o que sentia. A esposa que engoliu anos de ressentimento até explodir de um jeito que destruiu o que restava do vínculo. O funcionário que aceitou condições injustas por não saber dizer não. O amigo que se afastou em silêncio, sem uma palavra de explicação, deixando o outro lado com perguntas que nunca teriam resposta. A mãe que não conseguiu dizer ao filho adulto que discordava de suas escolhas sem se sentir uma vilã. O irmão que evita, há anos, uma conversa sobre dinheiro que envenena silenciosamente todos os encontros de família.
| Número de páginas | 117 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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