Estação Haikai: Gracejos, Lirismo e Imprecisões
Em um território onde as estações parecem respirar em conjunto e a natureza sussurra versos que o vento leva e devolve, nasce Estação Haikai: Gracejos, Lirismo e Imprecisões; um convite à contemplação do mínimo, onde cada palavra é um gesto e cada silêncio também fala.
Neste primeiro volume, a escrita se orienta pela essência do haikai clássico do período Edo, onde a brevidade não limita, mas amplia o olhar. Inspirado pela tradição de Matsuo Bashō e pelos caminhos errantes da poesia japonesa, o livro percorre o efêmero como quem atravessa jardins em constante mutação: atento ao orvalho, ao instante, ao quase nada que contém tudo.
Aqui, a vida aparece em suas pequenas fraturas luminosas — um entrelaçamento de gracejos discretos, embriaguezes sutis e sobriedades repentinas. Memórias e desejos se cruzam sob o signo do acaso, compondo uma cartografia sensível do transitório. Cada haikai é uma pausa no fluxo do mundo, um sopro que convida o leitor a desacelerar e habitar o instante com mais delicadeza.
Em Estação Haikai, as imprecisões da existência não são falhas, mas matéria poética: pérolas nascidas do desvio, do intervalo, do que escapa ao controle. É nesse espaço de leveza e incerteza que o livro encontra sua força, naquilo que não se explica, apenas se sente.
Uma obra para quem deseja reaprender a ver o mundo em sua forma mais sutil: breve, incompleta e, justamente por isso, infinita.
— Fabio di Rocha
| Número de páginas | 119 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
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