Este livro nasceu no espaço estreito entre a queda e o recomeço.
Quando o corpo finalmente diz aquilo que a alma sussurra há anos, não há produtividade, competência ou força de vontade capazes de sustentar a antiga estrutura. O que resta é o silêncio. E, dentro dele, a difícil tarefa de reaprender a existir.
Com uma escrita íntima, sensível e profundamente humana, a autora conduz o leitor por uma travessia marcada pelo esgotamento, pela perda de referências e pela lenta reconstrução de si mesma. Ao revisitar a própria história, ela compreende que sua obsessão por produzir, resolver e carregar o mundo nas costas não nasceu do acaso. Foi alimentada pelas carências emocionais que a acompanharam desde cedo, pela estrutura familiar que aprendeu a construir para sobreviver, pelas inseguranças financeiras que transformaram o trabalho em garantia de valor e pela crença silenciosa de que descansar era um privilégio que não podia se permitir.
Entre memórias, reflexões e descobertas, revela como o colapso que parecia um fim tornou-se a oportunidade de uma vida mais verdadeira. Uma vida construída não a partir da escassez, do medo ou da necessidade constante de provar seu valor, mas da presença, dos limites e da integridade consigo mesma.
Longe de respostas prontas, esta obra é um testemunho sobre a coragem de abandonar personagens que já não cabem e de encontrar, sob as ruínas, aquilo que nunca deixou de ser essencial.
Para quem compreendeu que sobreviver não é o mesmo que viver.
| Número de páginas | 100 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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