E se O Cortiço, de Aluísio Azevedo, pudesse ser lido a partir de perguntas que o Naturalismo não formulou?
Em O Cortiço, Pombagira e a Encruzilhada — Uma leitura de Aluísio Azevedo pela Psicanálise do Axé, Adriano Moraes retorna a um dos grandes romances da literatura brasileira para investigar aquilo que existe entre o lugar onde uma pessoa nasce, as condições que recebe, os desejos que a atravessam e aquilo que consegue fazer com a própria existência.
João Romão, Bertoleza, Rita Baiana, Pombinha e Léonie deixam de ser apenas personagens de um romance do século XIX e passam a ser observados em suas contradições. Trabalho, riqueza, raça, gênero, corpo, desejo, reconhecimento, poder e pertencimento aparecem como dimensões que se cruzam na formação de cada sujeito.
O livro estabelece um diálogo cuidadoso entre Literatura, Naturalismo, Psicanálise, Ciências Sociais e saberes das tradições afro-brasileiras, propondo a Psicanálise do Axé como uma perspectiva capaz de aproximar subjetividade, ancestralidade, memória, transmissão, corpo e experiência histórica sem reduzir uma dimensão à outra.
Pombagira ocupa uma posição fundamental nessa reflexão, não como personagem de O Cortiço e muito menos como representação de Rita Baiana, mas como referência pertencente às tradições afro-brasileiras e como possibilidade de pensar questões relacionadas ao desejo, ao corpo, à palavra, às relações e à encruzilhada.
| ISBN | 9788516048105 |
| Número de páginas | 408 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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