Diz a tradição que, em tempos imemoriais, o patriarca Enoque teve uma visão que ecoaria por toda a história da humanidade. Ele viu seres humanos representados como gado — touros e vacas brancas — movendo-se sobre a terra. Mas o que parecia ser uma imagem bucólica era, na verdade, o código de uma tragédia espiritual: a visão revelava como a alma humana, em sua origem pura e soberana, acaba sendo cercada, conduzida e explorada por pastores e líderes cujo interesse nunca foi o bem-estar do rebanho, mas sim a exploração e o controle absoluto de sua força e de seu destino.
Este livro nasce de uma constatação desconfortável: o "curral" de Enoque nunca deixou de existir. Ele apenas se tornou sofisticado.
Hoje, não somos mais conduzidos por chicotes visíveis, mas por um sistema de manipulação social que opera nas sombras do inconsciente coletivo. Fomos ensinados a desejar o que nos escraviza e a temer o que nos liberta. Criou-se uma padronização do pensamento onde a dúvida é tratada como heresia e a individualidade como um erro de sistema.
A "classe dominante" a que me refiro nestas páginas não é apenas política ou econômica; é toda uma arquitetura de poder que se alimenta da nossa inércia mental. Ela sobrevive enquanto permanecermos em fila, repetindo mantras de sucesso e felicidade que nunca foram nossos, mas que foram projetados para manter as rédeas firmes.
Mas há algo que o sistema não pode prever totalmente: o despertamento.
Quando um único indivíduo decide parar de seguir
| Número de páginas | 62 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Portugués |
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