Capítulo 1 — O Início do Pesadelo
Registro de Inteligência Conjunta — Setor 7
Nível de Confidencialidade: ÔMEGA
Distribuição não autorizada implica negação oficial imediata.
Os primeiros relatos foram arquivados como interferência ambiental. Falhas óticas. Estresse extremo. Delírio coletivo induzido por calor, privação de sono e exposição prolongada à violência. A explicação padrão sempre vem antes da verdade.
Mas os operadores insistiram.
Não se tratava de miragens nem de erros de equipamento. As imagens retornavam, mesmo após calibração total dos sensores. Em múltiplos ângulos. Em horários distintos. Em arquivos que, segundo os protocolos, jamais deveriam conter aquilo.
Sombras que se descolavam das paredes — não projetadas por nada — e se arrastavam contra o vento, como se o ar não tivesse autoridade sobre elas. No solo, marcas profundas, enegrecidas, vitrificadas pelo calor: pegadas que não correspondiam a esteiras de tanques, nem ao impacto de bombas, nem a qualquer artefato registrado nos arsenais conhecidos. Pegadas que pareciam andar sozinhas.
Em certas gravações, por um único quadro perdido no ruído digital, surgiam formas.
Humanas à primeira vista — o suficiente para enganar o cérebro — mas erradas em cada detalhe seguinte. Membros alongados demais. Colunas arqueadas em ângulos que provocavam náusea ao serem observados. Torsos torcidos como se a anatomia tivesse sido redesenhada à força. Alguns analistas relataram dores de cabeça intensas ao tentar pausar as imagens
| Número de páginas | 27 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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