A Gaveta Errada acompanha Tardo de Alexandria, Arquivista do invisível que nasceu oficialmente aos sessenta e três anos por decisão administrativa do próprio Tempo. Filho de Chrono — irmão caçula do Tempo, que ousou morrer humano —, Tardo trabalha na Catedral de Tikmenu, no Reino da Última Estação: um edifício que nunca foi construído, apenas acumulado ao longo dos séculos, e cujos subsolos guardam as verdades que a história oficial preferiu transformar em poeira.
Sob a vigilância cúmplice de Annabel Vesper, jovem eterna da Mansão do Último Silêncio, Tardo atravessa dobras temporais e presencia os bastidores dos grandes apagamentos humanos: as mentiras estatísticas de Júlio César na Gália, a fogueira dos Templários, os gritos da Inquisição, Chernobyl, Tuskegee, o Caso Dreyfus e a resistência de Palmares. Em todas as épocas a cena se repete — uma mesa, papéis sem carimbo e um burocrata discreto o bastante para decidir quem permanece na memória e quem desaparece dela.
O romance revela que a História talvez não seja uma sucessão de fatos, mas uma sucessão de gavetas mal escolhidas. Quando Tardo se vê diante do retrato do pai mortal e da possibilidade de abandonar a neutralidade profissional, percebe que testemunhar pode custar mais do que sobreviver aos séculos. Uma comédia de erros ontológicos sobre memória, poder e o preço de escolher a verdade em vez da conveniência.
| ISBN | 9786502319994 |
| Número de páginas | 331 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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