Até onde um homem precisa se despir para, enfim, encontrar a si mesmo? Em uma narrativa que desafia as fronteiras da ficção literária filosófica e psicanalítica, O Livro de Ninguém acompanha a jornada implacável de Daniel, um homem que passou a metade da vida tentando vestir os moldes que o mundo, a academia e as expectativas alheias desenharam para ele. Da cova dos leões ao peso sufocante do ultrarromantismo, passando pelo determinismo da carne, pela ironia cortante de Machado, pelas crueldades viscerais de Augusto dos Anjos, pela fúria de Oswald e pela lama viva do Poema Sujo de Ferreira Gullar, Daniel empreende uma verdadeira odisseia através da história da literatura brasileira. Cada escola literária não é apenas um estilo, mas uma casca que ele precisa romper — um mito social a ser estilhaçado. Quando todos os rótulos desabam e o passado se reduz ao pó da terra, sobra apenas o homem em sua nudez radical. Sem nome, sem símbolos e sem a obrigação de ser o personagem que os outros inventaram, ele cruza a fronteira do contemporâneo e desce aos porões do próprio inconsciente numa topografia freudiana onde a culpa finalmente perde a jurisdição. Uma obra visceral e hipnótica, escrita no fio da navalha da introspecção, que nos lembra que a única biografia que vale a pena ser vivida é aquela que tem a coragem de destruir a si mesma para nos deixar inteiros.
| Número de páginas | 70 |
| Edición | 3 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.