Nossa felicidade só se torna plena quando encontramos algo cuja ausência não diminui a nossa paz. Este critério reorganiza a reflexão humana. Partindo dessa exigência, a obra percorre a genealogia filosófica da inquietação. De Aristóteles a Dostoiévski, revela que o que pertence à ordem do finito falha no teste da ausência. Bens, reputação, relações e realizações profissionais podem ser perdidos. Logo, possuem o poder implacável de arruinar a estabilidade de quem os possui. Se a paz definitiva é possível, o seu alicerce não pode jamais pertencer à ordem do que perece. O diagnóstico disseca a sociedade do espetáculo digital. O algoritmo atua como o novo inquisidor, enquanto o narcisismo ergue uma perigosa prisão de vidro. O capitalismo de vigilância e a dopamina anestesiam a alma. A conectividade revela uma violência contra a presença, transformando a pessoa em mercadoria de si mesma. A leitura, contudo, não cessa no diagnóstico sombrio. Diante da prova suprema do silêncio de Deus e da noite escura, a ausência que parece destruir apenas purifica o coração. Descobre o alicerce absoluto que nenhuma intempérie abala. A graça ergue o fundamento imutável e a identidade batismal que não se deleta. A Eucaristia oferece a presença real, a reconciliação garante o recomeço que a rede proíbe e a Igreja manifesta a verdadeira comunhão onde o Espírito cria vínculos eternos. Para quem suspeita que a paz não é trégua, o alicerce sustenta tudo onde o algoritmo não vê.
| Número de páginas | 285 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Colorido |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.