As histórias reunidas neste livro são fictícias, mas poderiam ter acontecido com qualquer jovem disposto a viver intensamente os prazeres, excessos, encontros e desencontros absurdos da existência.
Inspiradas em experiências, memórias, comportamentos e costumes de uma determinada época, estas crônicas transitam entre o cômico e o grotesco, o sublime e o vulgar, o culto e o chulo. São histórias de sexo, amizade, boemia, descobertas e situações improváveis, narradas com humor e alguma nostalgia por um mundo que talvez já tenha passado.
Desde tenra idade, influenciado por Florentino Ariza, personagem principal de "O Amor nos Tempos do Cólera", cultivei o hábito de registrar experiências e acontecimentos em cadernos, especialmente aqueles que, pelo caráter inusitado ou cômico, mereciam sobreviver ao esquecimento. Com o tempo, esses registros se transformaram nessas crônicas.
Termos, comportamentos e situações presentes nas narrativas pertencem ao universo em que foram concebidos e, muitas vezes, são justamente o que lhes confere comicidade.
Certa vez, uma amiga crítica literária definiu minha escrita como uma mistura de “Machado com Bukowski”.
Guardadas as devidas proporções, talvez faça algum sentido: sempre transitei do luxo ao lixo, do culto ao chulo, do sagrado ao profano. Estas crônicas são, portanto, uma tentativa de transformar essa trajetória em memória e, sobretudo, em literatura.
Como diria Aleister Crowley:
“Todo homem possui o direito inalienável de ser o que é.”
| Número de páginas | 100 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
¿Tienes alguna queja sobre ese libro? Envía un correo electrónico a [email protected]
Haz el inicio de sesión deja tu comentario sobre el libro.