No âmbito dos estudos linguísticos, a interação entre leitura textual e interpretação transcende a simples decodificação dos signos linguísticos para incorporar um diálogo profundo entre gramática normativa e gramática prescritiva, uma vez que a primeira circunscreve o conjunto de regras formalmente estabelecidas sobre o uso da língua, e a segunda prescreve o modo como esse uso deveria se efetivar segundo a variante padrão culta da língua portuguesa. Essa articulação permite compreender como os mecanismos que vão da fonética à semântica, passando por morfologia, sintaxe e pragmática, são fundamentais para que o leitor chegue à compreensão da intenção comunicativa do autor e às estruturas como sujeito, verbo e complemento, bem como às relações de regência verbal e nominal, essenciais à organização sintática . Nessa perspectiva, a análise das figuras de linguagem e fenômenos como a silepse de gênero, número e grau evidencia o modo como escolhas morfológicas e estilísticas enriquecem o tecido textual, desafiando o leitor a ultrapassar a letra da norma e acessar o sentido contextualizado das enunciações.
De fato, a morfologia e os processos de formação de palavras — prefixação, sufixação, composição e derivação — revelam-se como ferramentas cruciais para ampliar o repertório lexical e favorecer uma leitura interpretativa que dialogue com as prescrições normativas sem se limitar a elas, permitindo, assim, uma fluência crítica e reflexiva que articula regras, usos e sentidos num
| ISBN | 9786501964959 |
| Número de páginas | 279 |
| Edición | 1 (2025) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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