Não ir embora de si nasce quando ficar deixa de ser hesitação e se torna decisão ética. Ficar em si, mesmo quando o mundo exige fuga, enquadramento ou coerência fabricada. Aqui, a bissexualidade não se oferece como explicação ou rótulo, mas como experiência que atravessa o corpo, desfaz centros, rompe promessas de completude e expõe a fragilidade das margens seguras.
Os poemas habitam a travessia: desejo indomesticável, excesso que não se acomoda, afetos vigiados, amores que falham sem pedir desculpas. Não buscam conciliação nem conforto. Existem no atrito, na ambiguidade, no silêncio e na solidão que deixa de ser castigo para se tornar escolha.
Não há redenção prometida, apenas permanência. O gesto íntimo e político de não se abandonar quando alguém vai, quando o desejo assusta, quando a norma exige desaparecimento. Continuar inteiro, mesmo fragmentado, mesmo atravessado, mesmo sem lugar. Não ir embora de si é, afinal, a forma mais radical de permanecer vivo.
| ISBN | 9786501889580 |
| Número de páginas | 63 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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