O Cálice que Não se Troca
Há um erro silencioso que destrói mais vidas do que a dor, mais sonhos do que a falta de oportunidades e mais destinos do que o próprio fracasso: o desejo de viver aquilo que não nos pertence.
O homem não sofre apenas pelo que enfrenta. Ele sofre, sobretudo, pelo que compara. Sofre por olhar para o caminho do outro e concluir, apressadamente, que o seu é injusto. Sofre por acreditar que Deus distribuiu cálices com medidas erradas, como se o céu tivesse cometido um engano ao derramar sobre alguns um destino leve e sobre outros um destino pesado.
Mas o cálice nunca foi um erro.
O cálice sempre foi uma escolha divina.
Na linguagem das Escrituras, o cálice representa aquilo que se bebe em silêncio: o que ninguém vê, mas a alma sente. Representa a medida invisível de uma existência. Há cálices de honra e cálices de humilhação. Há cálices de alegria e cálices de luto. Há cálices que conduzem ao reconhecimento e cálices que conduzem ao anonimato. Há cálices que moldam reis e cálices que moldam os servos. E há cálices que parecem apenas dor, até que o homem descubra que a dor era o altar onde Deus o preparava.
| Número de páginas | 120 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Portugués |
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