A maternidade é frequentemente apresentada como um destino de plenitude, mas, para muitas mulheres, revela-se um processo silencioso de apagamento. Nesta obra, a autora mapeia a erosão gradual da identidade feminina sob o peso de expectativas sociais que exigem o sacrifício total do eu. Longe de oferecer manuais de organização ou soluções superficiais, este livro propõe uma reflexão profunda sobre a agência pessoal e a coragem necessária para demarcar o seu próprio espaço.
É fundamental ressaltar: isso não significa negligenciar — muito pelo contrário. Há uma diferença essencial entre equilíbrio e negligência: negligência é a omissão contínua do cuidado físico, da segurança, do afeto e da escuta atenta às necessidades reais da criança; equilíbrio é atender ao que é essencial com presença verdadeira, sem sobrecarregar-se ou anular-se para satisfazer exigências que não são suas. Cuidar de si mesma não é descuido com os filhos: é a base para um apoio estável, consciente e duradouro, tanto físico quanto emocional.
Através de uma desconstrução lúcida dos papéis impostos — com base em Simone de Beauvoir, Élisabeth Badinter, Emmanuel Levinas e referências históricas, sociológicas e dados oficiais — o texto demonstra que recuperar o território do eu não subtrai afeto ao lar — pelo contrário, edifica um modelo de integridade que transforma toda a dinâmica familiar.
| ISBN | 9786502345054 |
| Número de páginas | 161 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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