A morte de um irmão em Jacuí desencadeou uma trajetória de sombras que atravessaria gerações. José Osvaldo Garcia Leal narra a saga de Januário, um homem comum transformado em foragido pela necessidade visceral de justiça, cuja existência passou a ser ditada por fugas, identidades forjadas e o sacrifício do abandono. Ao percorrer estas páginas, o leitor é transportado para o Brasil do início do século XIX, onde o peso da lei e a urgência da sobrevivência forçaram o protagonista a buscar um refúgio que parecia inalcançável.
O relato avança pela fundação de uma nova linhagem em Vargem Grande do Sul/SP, onde o reencontro com Michelina e a proteção de aliados, permitiram que o exílio se transmutasse em uma base familiar sólida. Através da política, da fundação de capelas e da adoção de órfãos marcados pela tragédia cartorial, a obra revela como as escolhas de um homem solitário moldaram um legado de resiliência. Sem recorrer ao heroísmo fácil, o texto explora o triunfo da coesão sobre o desamparo, demonstrando que a permanência e a integridade de um clã são, acima de tudo, a vitória final contra o esquecimento imposto pelo tempo e pelo poder.
| Número de páginas | 166 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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