Há obras que se anunciam como continuidade, e outras que se impõem como ruptura necessária. Psicanálise do Axé: Como as Tradições Afro Curam a Alma inscreve-se em um território mais delicado e mais raro, aquele em que a ruptura não se faz por negação, mas por escuta. Escuta do que foi silenciado, deslocado ou interditado nos modos hegemônicos de pensar o sofrimento psíquico, sobretudo quando este sofrimento nasce em corpos atravessados pela história da diáspora africana no Brasil.
Desde suas primeiras páginas, o texto que o leitor agora tem em mãos convoca uma revisão profunda das categorias com as quais a clínica psicanalítica se habituou a operar. O inconsciente, aqui, não é tratado como instância isolada do mundo, mas como campo vivo, atravessado por memória ancestral, corporalidade ritual e pertencimento simbólico. O Axé emerge não como metáfora espiritualizada, mas como princípio organizador da vida psíquica, força que circula, adoece, se fragmenta e, sobretudo, pode ser restaurada.
| Número de páginas | 210 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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