Nesta obra, Márcio Ribeiro costura memórias, denúncias e poesias para contar a trajetória de um jovem negro do interior da Bahia, moldado pela pobreza, pela força ancestral e pela resistência diante de um mundo que, desde cedo, quis limitar seus passos.
É a história de quem cresceu ouvindo que precisava “se comportar melhor” que os outros, que devia “agradecer” por cada migalha, e que aprendeu a engolir humilhações travestidas de brincadeiras.
Da infância marcada por olhares desconfiados até a vida adulta, onde o racismo se veste de formalidade e sutileza, o livro revela situações que muitos insistem em chamar de “coisas do passado”, mas que continuam acontecendo todos os dias: a escola que duvida da inteligência do aluno negro, o emprego que cobra o triplo para reconhecer a metade, o amor interditado pela cor da pele.
Entre capítulos narrativos, poemas e reflexões, a obra mostra que o racismo não é apenas um ato isolado de preconceito, mas um sistema vivo, silencioso e persistente, capaz de atravessar gerações, corroer relações e moldar destinos. Ainda assim, Quando eu era preto não é só dor: é também sobre orgulho, sobre a herança cultural que resiste, sobre afetos que salvam, e sobre o poder de transformar feridas em bandeiras.
Este livro é um chamado pra lembrar que a luta antirracista não é um favor, é uma urgência.
| ISBN | 9798185570005 |
| Número de páginas | 194 |
| Edición | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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