O que resta em nós quando a palavra gagueja e o corpo tropeça no limiar do próximo passo?
Em "poesia do quase: uma antologia do inacabamento", Francisco Miguel de Moura Júnior constrói um livro seco, conciso e de corte preciso, dividido em quatro movimentos: "quase-corpo", "quase-palavra", "quase-terra" e "quase-nome". É a poesia daquilo que fica suspenso — e que, justamente por não se fechar, resiste.
No começo, o leitor encontra o baque físico da fratura: a pele no asfalto, o verbo que hesita diante do silêncio. Aos poucos, esse desamparo se transforma em lucidez. Entre a aridez do sertão e a névoa das cidades, a falha deixa de ser ausência e se revela potência.
Uma voz sem ornamento, que transforma a fenda em matéria de poesia — e devolve ao leitor um olhar novo para as rachaduras da própria vida.
Para quem já percebeu que o mais humano da vida mora no espaço inacabado entre a intenção e o gesto.
| ISBN | 9786502421840 |
| Número de páginas | 89 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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