Um purgatório de belezas naturais onde a areia branca esconde oceanos de ressentimento. Em Ilha Grande Horror, a exuberância tropical é apenas o cenário de um colapso mental absoluto. A ilha não apenas assombra; ela infecta a psique, alimentando-se do ódio forjado por séculos de atrocidades.
Nas entranhas da Mata Atlântica, os choros abafados de bebês indígenas enterrados vivos ecoam não apenas na floresta, mas dentro da cabeça de quem ousa ouvir. No mar, as ilusões do Caldeirão do Diabo distorcem a realidade, enquanto a vila de Dois Rios revela-se um labirinto de paranoia construído sobre a dor do antigo presídio. E sob a névoa da Praia Preta, nos escombros do Lazareto, a linha entre os vivos, os escravos torturados e os piratas sanguinários deixa de existir.
É nesse abismo de alucinações e maldições que a dupla de peritos criminais Kauã Santos Reis e Raíssa tenta conduzir uma investigação forense. O que começa com a frieza da ciência rapidamente se estilhaça em um terror psicológico sufocante. Evidências impossíveis, lapsos de memória aterrorizantes e cenas de crimes que desafiam a lógica arrastam os dois para uma espiral de desconfiança e loucura.
O verdadeiro horror desperta quando Kauã percebe que não pode confiar na própria mente. Ele é o epicentro de uma trindade doentia: o investigador desesperado por respostas, a vítima consumida pelo trauma da ilha, e o assassino brutal que ele não se lembra de ser. Com a psique fraturada, Kauã se torna o receptáculo perfeito
| Número de páginas | 379 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Portugués |
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